O boleto bancário é um meio de pagamento exclusivo do Brasil e é muito simples. Qualquer pessoa física ou jurídica pode emiti-lo como cedente para o seu cliente, o sacado. Após o recebimento, o boleto poderá ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou pela internet.

Tudo que a sua empresa precisa fazer para a emissão de boletos é possuir uma conta corrente no sistema bancário e solicitar junto à agência uma carteira de cobrança. Com a carteira contratada e com as informações bancárias em mãos, a empresa já pode emitir boletos bancários.

A emissão de boletos bancários é uma das medidas adotadas pelos empresários para evitar a inadimplência na hora de cobrar dos clientes por um serviço executado ou por uma venda. A emissão dos boletos pode ocorrer com dois tipos de carteira: a carteira com registro e a carteira sem registro.

 

Qual a diferença entre boletos sem registro e boletos registrados?

As características do boleto sem registro (que deixa de existir):

  • Existe apenas uma taxa de liquidação (sem taxa de emissão);
  • Por conta disso, é mais barato emitir boleto sem registro do que com registro;
  • O banco não é informado da geração do boleto;
  • Responsabilidade de preenchimento, emissão, envio e cobrança é 100% da empresa;
  • O banco apenas transfere os valores após a identificação dos pagamentos.

 

As características do boleto com registro:

  • É cobrada uma taxa de emissão/registro do boleto, mesmo que o cliente não pague;
  • Dependendo do banco, pode cobrar tarifas de permanência e baixa do título;
  • O banco é informado, através de um arquivo de remessa, da emissão de novos boletos;
  • O banco pode cobrar e protestar o cliente.

 

Como identificar se o boleto é registrado?

Todo o boleto de pagamento deve conter os seguintes dados: CPF ou CNPJ do beneficiário e do pagador, valor e data de vencimento, conforme determina o Banco Central. Estas informações são importantes para prevenir fraudes e também para viabilizar processo do DDA (Débito Direto Autorizado).

 

Entenda melhor o boleto bancário

Veja nesse vídeo os itens que compõem o documento. Tire suas dúvidas sobre o processamento e procedimentos de segurança.

Entenda melhor o boleto bancário.

Você realmente sabe o que é e como funciona um boleto bancário? Descubra agora neste vídeo!

Publicado por PJBank em Terça-feira, 23 de janeiro de 2018

E como ficam os boletos sem registro?

De acordo com comunicado da Febraban, “os boletos de cobrança oriundos de cobrança sem registro somente poderão ser recebidos pelo Banco Beneficiário (emissor)”.

Ou seja: a cobrança sem registro não deixará de existir. Mas exigir que o boleto seja pago no banco emissor com certeza será um complicador para a operação.

 

O que fazer com os boletos sem registro já emitidos?

Um boleto sem registro, emitido antes da implementação da Nova Plataforma, poderá ser registrado normalmente, basta manter contato com a Instituição Beneficiária para ajuste desse procedimento.

Para o pagador, nada muda nesse processo, caso ele já esteja com o boleto em mãos.

 

Vantagens do boleto com registro

Para as empresas, as principais vantagens do boleto com registro são:

  • Gestão da carteira (sabe quem pagou, o que pagou e quando pagou);
  • Conciliação e relatórios de gestão;
  • Maior segurança e entrega eletrônica por meio do DDA;
  • Uso dos boletos como lastro em operações de crédito;
  • Maior comodidade, pois permite o pagamento vencido em qualquer banco pelo DDA ou pela atualização do boleto no site do banco emissor.

 

De acordo com normativa do Banco Central, CPF ou CNPJ do emissor e do pagador, além de data de vencimento e valor são obrigatórios.

No pagamento do boleto com registro, será feita uma consulta à nova plataforma para checar as informações – caso os dados do boleto e do sistema baterem, a operação é então validada. Havendo qualquer divergência, o pagamento não será autorizado – e o cliente terá de fazer o pagamento apenas no banco emissor da cobrança.

A Febraban informa que a nova plataforma vai cruzar informações para evitar inconsistências de pagamento, identificação do CPF/CNPJ do pagador do boleto para fins de controle de lavagem de dinheiro e transparência na relação com o consumidor, à medida em que melhora os controles de boletos facultativos (de proposta) que são enviados sem autorização do cliente.

A entidade destaca também que o boleto com registro continuará com o código de barras de 44 posições, o que não acarretará mudança dos leitores óticos.

Créditos: Superlógica